domingo, 31 de julho de 2011

Andar, pedalar. Dia II

Acordar ao meio-dia não fazia parte dos meus planos, mas eu precisava recuperar minhas energias, chegamos só às 06:00 horas na casa do Nacho e eu estava muito cansado. Saímos depois das 13:00 horas e ao invés de pegar o metrô pegamos uma bicicleta. Exatamente, o mais novo meio de transporte da cidade.

La Sagrada Família
Pedalando chegamos à Sagrada Família. Foi um trajeto comprido e doloroso (sentei na parte traseira da bicicleta haha), mas valeu a pena, a paisagem era linda. As grandes avenidas de Barcelona são todas arborizadas de certa forma e isso faz com que você se sinta muito bem enquanto está andando por elas.





La Pedrera
Gostei da Igreja, a arquitetura é muito ousada assim como nosso próximo destino: La Pedrera ou Casa Milá. Simplesmente uma obra de arte! Tirei fotos de dentro da casa e em cima do terraço, que é gigante.
A terceira obra de Antoni Gaudí que observei foi a Casa Battló localizada também no Passeig de Gràcia, uma das mais importantes áreas comerciais que no passado ligava Barcelona a Gràcia, até então uma cidade separada.


Andei até a Plaça Catalunya onde comprei meu adaptador universal. É muito importante possuir um desses porque as tomadas na Europa são diferentes das que possuímos no Brasil e se você quer usar seu celular e carregar outros eletrônicos isso é fundamental. Dica: compre o adaptador lá, os preços variam de 6,00 a 30,00 euros.

Mont Tibidabo
Saindo da Corte Ingles percebi que o Nacho estava sem a bicicleta. Achei que íamos pegar um metrô para continuarmos passeando, mero engano. Com a bicicleta ROUBADA tivémos que ir à pé ao Palau de La Música Catalana, onde você pode assistir a concertos, e posteriormente pegar um trem para o Mont Tibidabo. Lá, tive uma vista panorâmica de Barcelona, mas ela durou muito pouco pois já eram 20:00 horas e meu ônibus para Paris saía em uma hora.



Voltamos à casa dele de bike (alugamos outra) e foi assim que ele me levou à estação Barcelona Sants, detalhe, minha mochila estava entre o guidão e o banco e eu em cima da roda traseira haha. Nos despedimos e só ao entrar no ônibus me dei conta de que meu mochilão estava prestes a realmente começar.
Por mais que eu tenha ficado muito pouco em Barcelona, me apaixonei pela cidade. Em dois dias conheci algumas das principais atrações e pude conhecer um pouquinho da cultura espanhola. Espero conseguir voltar um dia e conhecer outras cidades também, a Espanha tem muito a oferecer ;)

Próximo destino: Paris, a Cidade Luz


Passeig de Gràcia

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Barcelona, capital da catalunha. Dia I

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ESPANHA
  

Finalmente o tão aguardado dia chegou.

Depois de um longo período de férias, lá eu estava, pegando um novo voo. Desta vez não era pra Chicago, mas sim Barcelona.

A viagem foi longa, bem demorada. Ainda em Guarulhos conheci brasileiros e dentre eles um casal me ajudou bastante. O voo da Ibéria atrasou uma hora, mas fomos "recompensados", nunca comi tanta comida em um avião! Minha janta foi lasanha, salada e um mousse de maracujá delicioso. Apesar de ter comido muito bem dormi pouco. Talvez tenha sido ansiedade ou nervosismo, só sei que como consequência eu estava quebrado.
Barajas

No caminho descobri que faríamos escala em Madri - capital espanhola - confesso que tinha a mínima vontade, mas depois que vi o aeroporto mudei de ideia na hora. Era simplesmente imenso e tinha uma arquitetura fantástica. O teto me lembrava uma casca de tartaruga, era feito de madeira e ondulado. O arquiteto projetou-o para que fosse bem iluminado.

Meu segundo "passeio" com a Ibéria durou apenas uma hora. Acredito que descansara mais, o banco era melhor pelo menos. A Silvana e seu marido me ajudaram a pegar o shuttle que ía à estação de trem. Antes que eu me esqueça, a imigração em Madri foi incrivelmente rápida. Só mostrei minha passagem, o oficial nem abriu meu passaporte italiano. Voltando a Barcelona... Por alguns minutos nós ficamos com um enorme mapa de Barcelona estendido no aeroporto para encontrar a estação exata que eu deveria ir.

Foi um pouco ruim andar com a mochila, ainda mais quando precisava pegar algo. Desci na estação Passeig de Gràcia e andei até a estação Catalunya para pegar um trem que fosse até a casa do meu amigo Nacho. Só depois de perguntar várias vezes descobri que a estação que o Google Maps dizia ser de metrô era na verdade de trem - Ferrocarrils. Tive que andar mais um pouco até encontrar uma outra entrada da estação. Chegando à Muntaner, vi meu amigo na saída e de lá fomos até a casa dele.

Mercat de la Boqueria
Que casa! Ela era toda decorada e tinha várias fotos. Deixei minhas coisas e saímos para começar meu roteirinho. Como já tinha passado das quatro horas não consegui ir a todos os lugares planejados, mas andamos bastante. Começamos pela Plaça Catalunya, onde estava havendo uma manifestação contra o governo. Tinham várias tendas espalhadas pela praça e infelizmente algumas estátuas estavam depredadas. Próxima a praça dava pra ver várias lojas como a FNAC, Corte Ingles e uma das inúmeras lojas de Barcelona. Seguimos pela Rambla até chegar ao Mercat de la Boquería. Era simplesmente um mercado com carnes, frutas e peixes. No impulso acabei gastando 10,00 euros em chocolates. Tomei um suco de Kiwi com laranja e provei algumas carnes como o famoso Jamón.

De volta à Rambla, continuamos até chegarmos ao Monumento a Colón (Colombo). Nacho me disse que ele está apontando para algum lugar na América, seria esse lugar o Brasil? haha
Atravessamos a ponte móvel e fomos ao shopping que estava na Rambla del Mar. Demos apenas uma volta e na saída percebemos que havia vários guardas municipais. Naquela região há vários ambulantes vendendo produtos falsificados e como é proibido eles íam correndo para o metrô, quando os guardas apareciam. Andamos mais um pouco e chegamos ao Barri Gòtic, a Barcelona primitiva - Barcino. Nosso pequeno tour cobriu a catedral, a igreja Santa Maria del Mar e algumas fortalezas que desconheço.

Parc de la Ciutadella
Íamos ao Museu Picasso mas já estava fechado. Em seguida passamos pelo Passeig D'Isabel II, comprei uma bebida irlandesa chamada Cidra e fomos ao Parc de la Ciutadella. Como já tinha passado das dez, decidimos voltar pois ainda tínhamos uma festa de 18 anos para ir, era de um amigo do Nacho. Passamos pelo Arco de Triunfo, onde estava tendo uma apresentação de uma banda alemã e voltamos à Catalunya para jantar. A praça estava lotada, todos sentados ouvindo ao discurso de um dos manifestantes. Jantamos em um restaurante turco e fomos nos arrumar pra festa. Sem traje social tive que emprestar dele e ficou meio grande, mas quebrou o galho.

Quando nossa carona chegou notei que o carro era manual e perguntei se a maioria dos carros europeus não era automático. Eis que o Borja me diz que quase não há automáticos por lá, foi um choque!
A casa do Luis era enorme, tinha muita comida e a festa era open bar. Os espanhóis são muito animados. Quando fui cumprimentar uma amiga do Nacho ela me fez dar dois beijos porque "é assim que nós fazemos aqui, brasileiro". Quando começou a tocar Danza Kuduro o pessoal foi a loucura. Antes de irmos embora provei uma Tapa (aperitivo) feito com torrada e omelete.

Meu primeiro dia foi bem agitado e divertido, nada mais justo para uma cidade animada como Barcelona. Todos foram amigáveis e prestativos quando precisei de informações, até um indiano que graças a uma barganha que meu amigo fez consegui comprar um cachecol do barcelona por 8,50 euros. Outra observação que fiz é que achei o catalão uma mistura de espanhol com francês, ao menos algumas palavras como Sortida  e Sortie (saída).

Plaça Catalunya

sábado, 23 de julho de 2011

De mochila nas costas

Viajar por um continente desconhecido apenas com uma mochila nas costas pode parecer uma tarefa árdua... mas não é. Seja bem-vindo! Neste blog irei descrever minha experiência como mochileiro. Quarenta e quatro dias, doze países, quarenta cidades...

Nos próximos posts estarei transcrevendo os relatos do meu diário de bordo e acrescentando algumas informações úteis e dicas sobre os lugares por onde passei.

'Em construção' é minha definição para Europa. Nossa vovó apesar da idade continua se modificando e procurando formas de preservar os mais belos monumentos e patrimônios da humanidade, por isso, meu título faz referência às milhões de reformas e restaurações que encontrei em Terras Estrangeiras (Terre Straniere).
Termino meu primeiro post com uma frase de Santo Agostinho: "O mundo é um livro e aqueles que não viajam leem apenas uma página."

Virando a página / Barcelona, capital da catalunha 

 
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